Doença localizada invasiva
Existe evidência sugestiva que o tratamento radical aumenta a sobrevivência em doentes com doença localizada invasiva sintomática.2'3 Isto significa prostatectomia radical, orquidectomia, supressão androgénica e efeitos secundários frequentes e graves.
Diversos ensaios apresentam resultados controversos. A terapêutica de supressão androgénica isolada tem mostrado melhorar a sobrevivência e reduzir as complicações major, no entanto, um dos estudos demonstrou que a orquidectomia, o gold standard" da supressão androgénica, não tem benefício.
Não existe evidência que a radioterapia isolada seja benéfica.
Globalmente a situação é pouco clara, existindo indicadores no sentido que o tratamento radical é mais vantajoso na doença localmente invasiva do que na doença confinada à glândula.
Talvez isto se deva, ao facto de os doentes diagnosticados numa fase assintomática sejam portadores de doença com um mais baixo grau de malignidade.
As taxas de sobrevivência após tratamento radical na doença localizada invasiva com envolvimento da cápsula são de 68% aos 5 anos e de 42% aos 10 anos. Estes números caem para 15% e zero quando há histologia compatível com alto grau de malignidade.