Doença limitada à próstata
Não existem provas de que um tratamento é mais eficaz do que outro em homens assintomáticos com o PSA elevado. Isto pode ser devido ao facto de a doença não ser suficientemente agressiva quando detectada numa fase localizada.
Os estudos sugerem que a vigilância pode ser tão benéfica como a maioria dos tratamentos para o cancro da próstata localizado e assintomático, embora um ensaio tenha demonstrado que o tratamento hormonal isolado aumenta a esperança de vida em cinco anos. Contudo, muitos especialistas continuam a acreditar, que a prostatectomia radical mais radioterapia, associadas ou não à supressão androgénica médica ou cirúrgica, permite a melhor hipótese de cura na doença localizada, particularmente com um índice de Gleason alto.
Resultados da clínica Mayo nos EUA sugerem que um tratamento agressivo pode atrasar o aparecimento de metástases.
Não existe evidência positiva em relação à braquiterapia, criocirurgia ou radioterapia isoladas. Um dos estudos indica que a prostatectomia tem melhores resultados do que a braquiterapia quando o índice de Gleason é superior a 6.
Estão a ser realizados ensaios em relação à quimioterapia.
A maior parte dos urologistas associam o bloqueio androgénico à supressão androgénica quando o PSA aumenta, embora mais uma vez, não seja clara a evidência do benefício.
As taxas de sobrevivência após a prostatectomia na doença localizada são de 97% aos cinco anos e de 85% aos 10 anos.
A doença de baixo grau de malignidade tem um bom prognóstico qualquer que seja a atitude médica.
Se o tumor é de grau 1 na escala de Gleason, a sobrevivência aos 10 anos é de 94% com a prostatectomia, 90% com radioterapia, e 93% com tratamento conservador. Infelizmente a doença de elevado grau de malignidade não é detectada nos estádios precoces.