Cancro da Próstata

O cancro da próstata é frequente. É responsável pela norte de 19 em 100 000 homens por ano no Reino Unido. No entanto a maioria dos doentes com doença de baixo grau de malignidade têm um bom prognóstico, independentemente da atitude médica. O desafio está na identificação precoce dos homens com doença agressiva, que podem beneficiar com um tratamento radical. Esta atitude não está comprovada, mas muitos urologistas acreditam que o tratamento radical oferece as melhores hipóteses de cura.

Como a maior parte dos urologistas acredita que a doença numa fase precoce é potencialmente curável, apesar da falta de evidência científica, será que deveríamos poder dispor de uma forma de rastreio, pelo menos, para os homens com sintomas sugestivos de doença prostática?

quais os tratamentos que proporcionam um melhor prognóstico?

A compreensão do prognóstico da doença ainda é insuficiente. São necessários mais ensaios, que tenham em consideração a escala de Gleason assim como o estadiamento antes de se tirarem conclusões seguras. Os urologistas, assim como a maioria dos doentes, crêem que os tratamentos radicais permitem a cura.

sem tratamento

O prognóstico varia com o estádio do tumor e a classificação de Gleason. A sobrevivência aos 5 anos segundo o grau do tumor é de:

  • tumores bem diferenciados: 98%;
  • tumores moderadamente diferenciados: 92%;
  • tumores pouco diferenciados: 29%.

No cancro localizado, com uma pontuação de Gleason inferior a 6, cerca de 70% dos homens não apresentam progressão dos sintomas aos cinco anos e 40% aos 10 anos. Quando surge a metastização o tempo médio de vida é de cinco anos.

Em média, o intervalo entre o aparecimento da elevação do antigénio específico da próstata (PSA) e o diagnóstico clínico por toque rectal ou pelo aparecimento do quadro semiológico é de 8 a 10 anos. Neste sentido, os homens com tumores palpáveis ou sintomáticos, já têm sobrevidas de 8 a 10 anos em comparação com os que foram diagnosticados precocemente pelo doseamento do PSA.

Existem variações, e aqueles que têm doença mais agressiva apresentam um intervalo mais curto entre o aumento do PSA e a disseminação da doença.